A Certificação ocorreu nesta terça, e reconhece ações de organizações para o desenvolvimento social de comunidades locais

O Hospital Santa Marta e o Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa (ISMEP) receberam, nesta terça-feira, 3 de março, a certificação Selo Social do Distrito Federal, concedida pelo Instituto Abaçaí. A condecoração ocorreu no campus Asa Norte do Centro Universitário de Brasília - UniCEUB. Durante o discurso, um dos fundadores do Selo, Áureo Giunco Júnior, ressaltou a importância do apoio do HSM e do ISMEP à iniciativa, que completa 3 anos em 2020.

??“O Hospital Santa Marta é único nessa experiência e desde o começo acreditou nessa proposta. Já são 3 anos de uma jornada de luta para oferecer esse diferencial a uma parcela significativa da sociedade, que enfrenta dificuldades de acesso a informação nos campos da saúde, educação, meio ambiente e outras. Os desafios são muitos, a caminhada não é fácil, mas nada disso impediu e impede que o Hospital e o ISMEP se empenhem para fortalecer essa corrente de solidariedade, com confiança e entusiasmo”, afirmou Giunco.

?A certificação Selo Social é um reconhecimento concedido pelo Instituto Abaçaí a organizações que promovem ações focadas no desenvolvimento social da região onde estão instaladas. O HSM integra o grupo de investidores distritais que trouxeram o programa Selo Social para o DF. O ISMEP participa da iniciativa por meio de projetos como o Fala Garoto, que leva profissionais a escolas públicas e particulares da Capital Federal para abordar, junto aos alunos, temas como drogas, doenças sexualmente transmissíveis, bullying, automutilação e suicídio, por exemplo. Sobre esse último tema, os dados são preocupantes: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2017, o suicídio foi a segunda causa de mortes de pessoas com idades entre 15 e 29 anos no mundo. ??

?“Levar às crianças e jovens o aspecto sério desse assunto, com abordagem sincera, para que eles entendam a gravidade de uma automutilação, é muito importante. Temos certeza que com essas medidas preventivas, que envolvem o diálogo e o esclarecimento, conseguimos evitar que muitos deles comecem ou continuem com essa prática nociva, que pode levá-los, em algum momento mais angustiante, a tirar a própria vida. O tabu, a discriminação, a vergonha e o preconceito que, infelizmente, envolvem o tema são enormes, por isso sabemos o quanto projetos do ISMEP, como o Fala Garoto, devem ser valorizados, comenta a diretora conselheira do HSM, Dra. Andrea Diniz.

?Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, na autolesão, o método mais prevalente é o corte, e o comportamento autodestrutivo está mais presente na faixa que vai da pré-adolescência até o chamado ‘adulto jovem’ - dos 10 anos até os 25 anos de idade.

?“O impacto positivo na vida desses beneficiados, suas famílias e amigos, é surpreendente. Quando provocamos uma mudança e convidamos as pessoas para fazerem parte dela, tudo começa a acontecer naturalmente. O Selo Social cresce a cada ano porque as pessoas se envolveram com esse tipo de parceria, se sentem responsáveis por fazer parte dessa promoção do bem coletivo. Os participantes atenderam a um chamamento e assumiram o compromisso de fazer cada um a sua parte para mudar algo no mundo para melhor. Esse envolvimento real com os problemas e soluções dentro das comunidades faz a diferença, e todos os parceiros nessa iniciativa entendem a verdadeira essência do programa Selo Social”, conclui Áureo Giunco Júnior.