Quem sofre com doença de Parkinson no Distrito Federal, condição degenerativa que atinge o sistema nervoso central e evolui de maneira crônica, pode participar de uma nova pesquisa, conduzida por médicos da Universidade de Brasília (UnB) e apoio do Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa-ISMEP, a qual acredita-se que muito contribuirá com o entendimento sobre a progressão da doença em diferentes regiões do cérebro. Os especialistas prospectam avaliar como acontecem os problemas de memória, atenção e lentificação de raciocínio, assim como quantificar outros sintomas não-motores da doença, como depressão, dificuldade de controle de impulsos e ansiedade.

 

O projeto, capitaneado pelo neurologista Pedro Renato de Paula Brandão, tem o objetivo de analisar biomarcadores de neuroimagem de Parkinson e os sintomas cognitivos relacionados ao problema. “Vamos obter medidas quantitativas de estruturas do cérebro, para melhorar o diagnóstico e a subclassificação do grau de acometimento do cérebro pela doença”, informa o especialista.

 

Médico Radiologista do Hospital Santa Marta, Dr. Diógenes Bispo, explica que a avaliação será através de ressonância sem contraste, que dura em torno de 25 minutos, sem riscos ao paciente e nenhum custo. “Os testes neuropsicológicos demandam três visitas de duas horas cada. Queremos saber por que existem pacientes que têm maior declínio neurológico, comparando-os a outros que não tem. Utilizaremos um preditor de imagem, para confirmarmos se existe algum biomarcador de declínio cognitivo, e isso permitirá uma avaliação longitudinal, um acompanhamento de longo prazo”, antecipa.

 

Critérios e como participar

Para participar da pesquisa é necessário que os pacientes estejam em estágio inicial de Parkinson, sem demência e que não tenham implante de marcapasso ou Deep Brain Stimulation (DBS), que é um estimulador cerebral profundo (uma contraindicação ao exame de ressonância magnética). Para se inscrever é necessário preencher o formulário no site https://www.ismep.com.br/pesquisa/ e informar porque desejam participar do projeto.

 

O estudo pretende ser finalizado em 2022 e, segundo o Dr. Renato Brandão, possibilitará abrir a porta para a definição de futuros desfechos e ensaios clínicos de medicamentos que visam a neuroproteção (modificação do curso da doença). “O estudo é observacional e não envolve a aplicação de nenhum medicamento ou intervenção não farmacológica”, finaliza.

 

:: Serviço

Pesquisa Coorte Brasília Parkinson - Pacientes com Parkinson no DF – Projeto em colaboração entre a UnB e o Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa – ISMEP

Inscrições: https://www.ismep.com.br/pesquisa/

Atendimento à Imprensa: PL Comunicação - Paulo Lima (61) 9 9685 7978